A Eletrobras Eletronuclear concluiu a análise da documentação de habilitação das empresas interessadas na concorrência da montagem eletromecânica da usina nuclear Angra 3, conforme comunicado publicado no último dia 20, no Diário Oficial da União. Dos quatro consórcios e uma empresa inscritos, apenas dois grupos permanecem na disputa e foram habilitados para a segunda etapa da licitação, cujo orçamento está estimado em R$ 1,93 bilhão (base de preços dezembro/2010).
As licitantes habilitadas na primeira etapa foram: os consórcios UNA 3 (formado pelas empresas Andrade Gutierrez, Norberto Odebrecht, Camargo Correa e UTC Engenharia) e Angra 3 (formado pelas empresas Queiroz Galvão, EBE e Techint). Já os consórcios Construcap-Orteng e Itaorna (OAS e Sog Óleo e Gás), além da empresa Skanska Brasil, que disputava sozinha, não foram considerados habilitados em nenhum dos pacotes de serviços do edital de pré-qualificação.
O escopo global da montagem eletromecânica está dividido em dois contratos (pacotes de serviços): um pacote associado ao sistema primário, que cobrirá as atividades da área nuclear, no valor de R$ 850 milhões, e um pacote associado ao secundário para os sistemas convencionais da usina, no valor de R$ 1,08 bilhão.
A maior parte das atividades deverá ser executada em 30 meses. Porém, o contrato prevê um período total de 58 meses, pois também será necessário contar com as empresas prestadoras de serviços nas fases de comissionamento, testes de potência da usina e operação inicial da unidade.
A próxima etapa do processo, na qual serão abertos os envelopes com as linhas metodológicas para a execução dos serviços, está prevista para ser realizada no dia 27 de fevereiro. Haverá, ainda, uma última fase, onde somente as empresas pré-qualificadas serão convidadas a apresentar suas propostas de preços.
A expectativa da Eletronuclear é que o consórcio vencedor inicie suas atividades no canteiro de obras em maio deste ano.
Angra 3 terá 1.405 megawatts de potência e está prevista para entrar em operação em dezembro de 2015. A usina será capaz de gerar mais de 10 milhões de MWh anuais, energia suficiente para abastecer as cidades de Brasília e Belo Horizonte durante um ano inteiro.