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23.06.17
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Economizar energia é questão de hábito
Fonte: Procel Info - 23.06.2017
Estamos chegando a mais um período de inverno e o frio já anuncia que, neste ano, a estação poderá ser mais rigorosa. Com a temperatura mais baixa, as pessoas começam a tomar banhos mais quentes, além de ligar os aquecedores. Dias são mais curtos e com pouca incidência da luz solar fazem também com que máquinas de secar roupa e ferros elétricos sejam acionados um maior número de vezes e por mais tempo.

Essas ações podem aumentar o consumo de energia elétrica, elevando o valor dos gastos e impactando o orçamento doméstico – ainda mais em um período de bandeira vermelha instituída pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). A cor da bandeira, informada na conta de luz, indica o custo de energia, em função das condições de geração. Ou seja: quando chove menos, os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso acionar mais termelétricas para garantir o suprimento de energia no País. Atualmente, o custo adicional por bandeira vermelha é de R$3 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Para mudar esse círculo vicioso é necessário pensar em uma mudança nos hábitos de consumo. É possível gastar menos energia ou manter um nível de consumo que não pese no bolso. Seguindo algumas regras básicas, é possível que o consumidor não seja surpreendido por uma conta de luz muito alta. Uma das primeiras medidas é o cuidado no banho.

No que diz respeito ao consumo de energia elétrica, o chuveiro é responsável por 25% a 35% dos gastos na conta de luz. Ao utilizá-lo no modo ‘inverno’, o acréscimo no consumo é de cerca de 30% em relação ao modo ‘verão’. Então, tomar banho quando a temperatura não é tão baixa pode ser uma boa forma de economizar energia elétrica.

Eletrodomésticos: mocinhos ou vilões?

Nesta época de outono-inverno, a temperatura mais fria e a menor incidência da luz solar fazem com que também aumente o uso das secadoras. Uma secadora consome entre 120 a 150 kWh por mês, quando utilizada apenas uma vez por dia. O ideal é acumular a roupa no momento de lavar e secar, respeitando a capacidade máxima do equipamento.

Outro aparelho muito utilizado no frio é o aquecedor elétrico. O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) avaliou aparelhos (irradiador, gabinete, a óleo e split) de nove marcas diferentes, sendo 21 modelos no total, e concluiu que, embora os preços sejam acessíveis, eles consomem muita energia. Segundo a pesquisa do Idec, um aquecedor ligado por oito horas ao dia, durante duas semanas, pode gerar um impacto entre R$ 50 e R$ 95 mensais na conta de energia, dependendo do modelo.

Por ficarem ligadas durante o dia todo, as geladeiras são responsáveis por boa parte dos gastos com energia em uma residência. Por isso, evite abrir e fechar o eletrodoméstico desnecessariamente e não deixe o aparelho próximo a equipamentos que produzam calor, como o fogão e o micro-ondas. Também é importante não deixar acumular gelo e só ligar o freezer em ocasiões especiais, como festas ou churrascos.

Durante o inverno, também é possível reduzir as temperaturas, tanto da geladeira como do freezer. Afinal, com o frio externo, eles não precisam gerar tanto gelo. Outra forma de gastar menos energia é comprar aparelhos elétricos identificados com o selo do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel). Os aparelhos detentores do Selo Procel são os mais eficientes energeticamente do mercado. Outra certificação usada para o consumidor avaliar a eficiência dos equipamentos é a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE), do Inmetro, que classifica em níveis de A até E, sendo aqueles com A ou B os mais eficientes, ou seja, consomem menos energia que aqueles, de mesmas características, classificados como D ou E.

As distribuidoras do Grupo CPFL Energia têm dado especial destaque ao tema do consumo de eletricidade, conscientizando a população para que utilize esse recurso de forma adequada e racional. Para isso, utiliza o Programa de Eficiência Energética, que investiu mais de R$ 98 milhões em projetos no ano de 2016. Mais de 77 mil clientes, com baixo poder aquisitivo foram beneficiados, com instalação de equipamentos mais eficientes, como chuveiros, lâmpadas, geladeiras e aquecedores solares. Recursos também foram aplicados em equipamentos para reduzir o consumo de indústrias, clientes comerciais, prédios públicos e empresas de serviço público.

A conscientização das empresas e da população para o consumo mais adequado da energia tem crescido muito ultimamente. Medidas que remetem a uma prática mais consciente no uso deste recurso também geram economia imediata na conta de luz. Os benefícios alcançados ultrapassam a questão econômica, passando a ser uma contribuição para a ”saúde” de todo o planeta. Somente respeitando as limitações de recursos, sem abrir mão do conforto, da qualidade de vida e do desenvolvimento socioeconômico é que se pode conseguir uma vida melhor.

Sobre a CPFL Energia

A CPFL Energia, há 104 anos no setor elétrico, atua nos segmentos de distribuição, geração, comercialização e serviços. Desde janeiro de 2017, o Grupo faz parte da State Grid, estatal chinesa que é a segunda maior organização empresarial do mundo e a maior companhia de energia elétrica, atendendo 88% do território chinês e com operações na Itália, Austrália, Portugal, Filipinas e Hong Kong.

Com 14,3% de participação, a CPFL Energia é líder no mercado de distribuição, totalizando mais de 9,1 milhões de clientes em 679 cidades, entre os estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná. Na comercialização, é uma das líderes no mercado livre, com participação de mercado de 14,1% na venda para consumidores finais. É líder na comercialização de energia incentivada para clientes livres entre as comercializadoras.

Na geração, é a terceira maior agente privada do País, com um portfólio baseado em fontes limpas e renováveis, como grandes hidrelétricas, usinas eólicas, térmicas a biomassa, Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) e usina solar. Considerando a participação acionária na CPFL Renováveis, maior empresa de geração da América Latina a partir de fontes alternativas de energia, a capacidade instalada do Grupo CPFL alcançou 3.258 MW, no final do primeiro trimestre de 2017.

A CPFL Energia possui ações listadas no Novo Mercado da BM&FBovespa e ADR Nível III na NYSE, além de participar do Índice Dow Jones Sustainability Index Emerging Markets. Pelo 12º. ano consecutivo, as ações da companhia integram a carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da BM&FBovespa. O Grupo também ocupa posição de destaque em arte e cultura, entre os maiores investidores brasileiros, por meio do Instituto CPFL.

* Artigo escrito por Felipe Henrique Zaia, gerente de Eficiência Energética da CPFL Energia.
  
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