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20.03.17
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Emissões de CO2 no mundo relacionadas à energia ficaram estáveis em 2016
Fonte: Canal Energia - 20.03.2017
Brasil - As emissões globais de dióxido de carbono relacionadas à energia ficaram estáveis pelo terceiro ano consecutivo em 2016 e alcançaram 32,1 gigatoneladas, mesmo com o crescimento da economia global, de acordo com comunicado da Agência Internacional de Energia divulgado nesta sexta-feira, 17 de março. O resultado, segundo o órgão, sinaliza uma dissociação contínua das emissões e da atividade econômica, além de refletir o crescimento sucessivo da geração por meio de fontes renováveis de energia frente ao uso do carvão. Melhorias na eficiência energética e mudanças estruturais na economia global também explicam o quadro estável, diz o EIA.

O levantamento mostra que as emissões de CO2 diminuíram nos Estados Unidos e na China – dois maiores consumidores e emissores de energia do mundo – e permaneceram estáveis na Europa, compensando aumentos na maior parte do resto do mundo. A maior queda veio dos Estados Unidos, onde as emissões de CO2 caíram 3%, ou 160 milhões de toneladas, enquanto a economia cresceu 1,6%. O declínio foi impulsionado por aumentos no fornecimento de gás de xisto e na geração renovável. As emissões nos Estados Unidos no ano passado estavam em seu nível mais baixo desde 1992, período em que a economia cresceu 80%.

As fontes renováveis de energia forneceram mais de metade do crescimento da demanda global de eletricidade em 2016, sendo a hidrelétrica a responsável por metade dessa participação. O aumento global da capacidade nuclear do mundo no ano passado foi o maior desde 1993, com novos reatores na China, Estados Unidos, Coréia do Sul, Índia, Rússia e Paquistão. A demanda de carvão caiu mundialmente, mas a queda foi particularmente acentuada nos Estados Unidos, onde a necessidade caiu 11% em 2016. Pela primeira vez, a geração de eletricidade a partir do gás natural foi maior do que a do ano passado nos Estados Unidos.

As emissões na China – país cuja economia cresceu 6,7% em 2016 – caíram 1% no ano passado, em virtude principalmente da diminuição da demanda por carvão e do uso crescente das energias renováveis, da nuclear e do gás natural no setor da eletricidade. Dois terços do crescimento de 5,4% da demanda de eletricidade na China foi fornecido por fontes renováveis – principalmente hidrelétricas e eólicas –, bem como nucleares. Houve ainda mudanças no uso do gás como substituto do carvão nos segmentos industrial e imobiliário, impulsionadas em grande parte pelas políticas governamentais de combate à poluição atmosférica.

Esta notícia não é de autoria do Procel Info, sendo assim, os créditos e responsabilidades sobre o seu conteúdo são do veículo original, exceto no caso de notícias que tenham necessidade de transcrição ou tradução, visto que se trata de uma versão resumida pelo Procel Info. Para acessar a notícia em seu veículo original, clique aqui.
  
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