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02.12.16
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Energia é estratégica para Brasil alcançar metas compromissadas na COP 22, indica EPE
Fonte: Canal Energia - 01.12.2016
Brasil - O setor energético tem papel fundamental para o país alcançar as metas de redução de emissões de gases de efeito estufa. A NDC (sigla em inglês para Contribuição Nacionalmente Determinada) para o acordo do clima, que foi aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pela presidência da República prevê a diminuição de 37% das emissões desses gases, até 2025, podendo se estender a 43% até 2030, isso em relação aos níveis de 2005. Esse compromisso se aplica ao conjunto da economia e com diferentes combinações de redução por setores, como o florestal, agrícola, transporte, energético e outros.

De acordo com Ricardo Gorini, diretor de Estudos Econômicos da Empresa de Pesquisa Energética, as contribuições do setor para o cálculo das NDCs não constituem metas, mas sim orientações de Política Energética. Segundo ele, até 2030 o Brasil deve perseguir os 45% de renovabilidade na matriz energética, com a contribuição do setor elétrico e do setor de combustíveis. Para este último, destacou ele, é necessário continuar apostando no uso de bioenergia, em especial do etanol e da biomassa da cana-de-açúcar, para uso no setor de transporte e na cogeração e elevar sua participação a 18% da matriz energética.

Ele ressaltou ainda que o setor elétrico precisa continuar contando com as energias renováveis na matriz elétrica, com destaque para as hidrelétricas, biomassa, solar e eólica. Neste caso, deve-se mirar 66% de geração hidrelétrica e cerca de 23% de participação destas outras fontes renováveis na geração total, incluindo a operação centralizada, geração distribuída e a autoprodução de energia. E, para 2030, o Brasil precisa alcançar 10% de eficiência energética no consumo de eletricidade.

Gorini explicou que estes números estão explícitos na comunicação oficial do Brasil. E que o embasamento dos cálculos foi feito a partir dos estudos de perspectiva energética de longo prazo, conduzidos pela própria EPE, contando com o uso de modelos de consistência econômica e energética, e com a participação de diversos especialistas convidados.

Uma das mensagens centrais dos estudos que embasaram a NDC brasileira é que a elevação da participação das fontes eólica, solar e biomassa na matriz elétrica é fortemente dependente da fonte hídrica. Além de não emitir e ser uma fonte renovável, lembrou o executivo, a hidrelétrica tem o papel de atender à operação do sistema quando há intermitência na geração eólica e solar. “A presença de reservatórios no sistema interligado nacional, além de todas as vantagens já conhecidas para a otimização da operação, funciona como se fosse uma grande bateria renovável, de baixo custo, que pode compensar as eventuais ausências destas fontes, e assim, viabilizá-las”, ressaltou. E que “há também forte complementariedade entre a disponibilidade de biomassa de cana de açúcar, no período da colheita, e o regime hidrológico, o que permite, no final das contas, a instituição de um portfolio de energia renováveis com maior confiabilidade”, acrescentou.

Este ‘efeito portfolio’, como classificou Gorini, é uma vocação do SIN e constitui uma enorme vantagem comparativa do Brasil quando olhamos para o futuro e vemos a necessidade de avançarmos para uma economia de baixo carbono ou mesmo de zero emissão. Em sua avaliação, a competitividade da economia, quando da instituição em um nível global de mecanismos de taxação de carbono, estará ligada diretamente ao custo da geração do parque instalado e à renovabilidade da matriz energética. Para ele, a estratégia nacional de continuar investindo em UHEs, de preferência com reservatórios, é acertada do ponto de vista econômico, social e ambiental e deve constituir eixo central da retomada do crescimento em direção à pretendida economia de baixo carbono.

O documento com detalhes sobre as premissas e o cenário utilizado está disponível no site da EPE, em versões em português ou inglês. Para acessar O Compromisso do Brasil no Combate às Mudanças Climáticas: Produção e Uso de Energia, clique aqui.

Esta notícia não é de autoria do Procel Info, sendo assim, os créditos e responsabilidades sobre o seu conteúdo são do veículo original, exceto no caso de notícias que tenham necessidade de transcrição ou tradução, visto que se trata de uma versão resumida pelo Procel Info. Para acessar a notícia em seu veículo original, clique aqui.
  
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