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26.02.17
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Densidade urbana pode ser fator chave para a economia de energia até 2050
Fonte: ArchDaily - 23.02.2017
Brasil - A densidade urbana é um ponto muito importante para o futuro das cidades. Seguindo os princípios do Desenvolvimento Urbano Orientado pelo Transporte Sustentável (DOTS), por exemplo, entre os fatores que cidades mais compactas conseguem melhorar está a eficiência energética dos prédios. Agora, uma pesquisa publicada na PNAS comprova que quanto mais dispersa a população, maior o consumo de energia.

A análise considerou as previsões de densidade populacional urbana e o uso associado de energia, em três cenários. Nas últimas três décadas, as densidades urbanas vem diminuindo em todos os países, o que deve, segundo o estudo, se manter até a primeira metade do século. Em todos os cenários, em relação aos níveis de 2010 até o projetado para 2050, a utilização anual de energia global para aquecimento e resfriamento pode aumentar de 7%, assumindo um cenário de crescimento mais compacto e avanço na tecnologia, a 40%, se houver um crescimento urbano mais disperso e sem avanços tecnológicos significativos.

Os pesquisadores também se concentraram apenas na energia direta usada no resfriamento e no aquecimento de edifícios. Embora a energia indireta, como a consumida na construção de um edifício, seja também considerável, ao longo do tempo o uso direto de energia tende a exceder o uso indireto. Sendo assim, as previsões sugerem que o aumento da densidade pode levar a maiores reduções no uso de energia do que o aumento da eficiência energética em muitas regiões em desenvolvimento.

Pensando nas localidades, China, Europa e América do Norte representam a maior parte da energia acumulada futura para aquecimento e resfriamento até 2050. No entanto, destas três regiões com o maior consumo de energia previsto para os edifícios, a China tem o maior potencial de economia, sendo que dois terços deste potencial podem ser realizados através do incentivo a densidades urbanas mais elevadas (isto é, formas urbanas mais compactas), não apenas no país, mas também no Sul da Ásia e em algumas regiões da África. Na América do Norte e na Europa, a melhoria da eficiência influencia mais do que a densidade urbana, enquanto na América Latina e no Caribe e na antiga União Soviética, tanto a densidade urbana como a melhoria da eficiência são igualmente importantes.

O estudo diz que os resultados “mostram que a densidade urbana será um fator chave para determinar a eficiência energética dos edifícios durante a primeira metade do século. Em geral, nossas descobertas indicam que a economia no uso de energia a partir do desenvolvimento compacto pode crescer substancialmente até 2050”. Vale lembrar que investir em prédios eficientes influencia muito no retorno financeiro, social e ambiental tanto para quem constrói quanto para a cidade e os moradores dos empreendimentos. Segundo o levantamento Accelerating Building Efficiency, do WRI Ross Center for Sustainable Cities, pelo mundo, edifícios e construções são responsáveis por 60% do uso de eletricidade, 12% do uso de água, 40% do lixo e 40% dos recursos materiais. Mesmo as construções antigas podem passar por melhorias de eficiência energética e aprimorar seus desempenhos.

A publicação vem de encontro ao que defende o arquiteto e urbanista dinamarquês Jan Gehl sobre a necessidade de se pensar em cidades compactas, com mais estrutura e qualidade de vida para a população. Em entrevista ao TheCityFix Brasil, Gehl deu a sua visão sobre a densidade de uma cidade: “muitas vezes eu falo que os arquitetos preguiçosos respondem à densidade com torres. Mas, se o mesmo arquiteto trabalhar melhor, ele pode criar a mesma densidade com alturas menores. Eu realmente acho que altos prédios estão ultrapassados e, ao estudar de perto a questão da densidade, nós podemos ter cidades muito melhores”.

Esta notícia não é de autoria do Procel Info, sendo assim, os créditos e responsabilidades sobre o seu conteúdo são do veículo original, exceto no caso de notícias que tenham necessidade de transcrição ou tradução, visto que se trata de uma versão resumida pelo Procel Info. Para acessar a notícia em seu veículo original, clique aqui.
  
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