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05.12.16
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Feira é uma das novas cidades solares do planeta
Fonte: Folha do Estado - 04.12.2016
Bahia - O relatório internacional do WWI-Worldwatch Institute sobre municípios sustentáveis aponta que Feira de Santana, maior cidade do interior das regiões Norte, Nordeste, Centro Oeste e Sul do Brasil está usando inteligência nova para sugar conhecimento e ser uma das novas cidades solares do mundo.

A versão brasileira do relatório, que tem 450 páginas e foi enviado com exclusividade à Redação do Folha do Estado, será lançada em Feira de Santana, pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Pacto Global, da ONU, no início do próximo ano.

Nesta página, Folha do Estado publica o artigo “Feira de Santana, cidade solar” enviado à Redação do Jornal pelo próprio autor Eduardo Athayde, diretor do WWI-Worldwatch Institute no Brasil.

Fundado em 1974 e sediado em Washington DC, capital dos Estados Unidos, O WWI-Worldwatch Institute é uma das mais respeitadas instituições de pesquisa do mundo, reconhecida pela construção de cenários para o desenvolvimento sustentável, mundialmente usados por governos, empresas, universidades, fundos de investimentos e a sociedade em geral, como subsídios para planejamentos públicos e privados.

Como instituição privada, sem fins lucrativos, os constantes relatórios produzidos pelo WWI, lastreados com fatos, dados e fontes, são publicados em cerca de 20 idiomas e divulgados como referências para a sustentabilidade.

Feira de Santana, cidade solar

Por Eduardo Athayde (*)

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), do Ministério de Minas e Energia, estima que apenas sistemas solares instalados nos telhados das residências brasileiras poderiam gerar o equivalente a 165 gigawatts de energia (no trimestre encerrado em setembro, o consumo nacional de eletricidade alcançou 112,8 gigawatts-hora). Eficiência energética limpa, de baixo carbono, foi um dos focos do Acordo de Paris, já globalmente em vigor.

O novo relatório do WWI-Worldwatch Institute sobre cidades sustentáveis revela tendências globais e locais. o Banco Nacional de Abu Dhabi emitiu nota afirmando que a energia solar será a mais barata em 80% dos países dentro dos próximos dois anos. Na Califórnia, as áreas dos telhados residenciais estão sendo arrendadas para instalação de sistemas solares, fornecendo energia sem custos aos proprietários e jogando o excedente na rede de distribuição.

No Brasil, o estudo Potencial da Energia Solar Fotovoltaica de Brasília, realizado pela Universidade de Brasília e a Associação Brasileira de Energia Solar, mostrou que é possível gerar toda a eletricidade demandada no Distrito Federal (área de 5.780 km²) colocando módulos fotovoltaicos em somente 0,41% dessa área. Em um prédio padrão de Brasília, por exemplo, com seis andares e oito apartamentos por andar, 1.250 m² de telhado e consumo médio por apartamento de 215 kWh/mês, é necessário apenas 40% da área do telhado para gerar a eletricidade demandada pelos apartamentos.

No projeto Megawatt Solar da Eletrobras Eletrosul, primeiro prédio público do Brasil com planta solar conectada à rede (capacidade de 1MWp -megawatt-pico), os módulos solares instalados no telhados geram 1,1 GWh por ano, equivalente ao consumo anual de cerca de 680 residências.

Em Feira de Santana, com área de 1.363 km², o mapa solarimétrico revelará o valor da radiação como recurso natural comercializável e ajudará a desenvolver políticas públicas robustas para construção de um polo internacional da indústria solar. Como segunda maior cidade da Bahia e a maior cidade do interior das regiões Norte, Nordeste, Centro Oeste e Sul do Brasil, Feira, que tem qualidade de vida superior a 72% dos municípios brasileiros, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), está em área de incentivos fiscais da Sudene e, como cidade líder na aplicação do Acordo de Paris, atrairá inovação, ciência e tecnologia e investimentos nacionais e internacionais, influenciando toda uma região. Em poucos anos, todos os telhados de Feira serão solares.

Com uma população de 622.639 habitantes (IBGE 2016) – maior que oito capitais estaduais brasileiras – e PIB de R$ 10,8 bilhões, Feira tem um alto Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM/ONU - 0,712), é o principal centro urbano, educacional, tecnológico, econômico, imobiliário, industrial, financeiro, comercial e o maior polo logístico do interior do Nordeste. Interessados nos potenciais, cientistas da Universidade de Berkeley, na Califórnia, mediram a radiação, visitaram rios e a barragem de Pedra do Cavalo para analisar o potencial energético das algas, o lixo e o lodo que podem virar adubo, lucrativos econegócios que preservam o ambiente no ciclo da economia criativa.

Reuniões de empresários e a prefeitura de Feira de Santana, com gestores do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), deram partida a adoção dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e do Pacto Global, da ONU, que ajudarão a abrir portas globais e conectar Feira com municípios inteligentes e sustentáveis. Ativando recursos naturais para gerar riquezas, empregos e desenvolvimento sustentado, Feira está usando inteligência nova para sugar conhecimento e ser uma das novas cidades solares do mundo.

Esta notícia não é de autoria do Procel Info, sendo assim, os créditos e responsabilidades sobre o seu conteúdo são do veículo original, exceto no caso de notícias que tenham necessidade de transcrição ou tradução, visto que se trata de uma versão resumida pelo Procel Info. Para acessar a notícia em seu veículo original, clique aqui.
  
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