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16.11.17
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Ar-condicionado e refrigerador que gastam muita energia vão sair do mercado
Fonte: Extra - 12.11.2017
RIO - Aparelhos de ar condicionado, refrigeradores e congeladores que consomem muita energia vão sair do mercado. O Ministério de Minas e Energia (MME) colocou em consulta pública um conjunto de regras e metas estabelecendo novos níveis de eficiência energética desses equipamentos. A proposta é suspender a produção, importação e venda dos produtos menos eficientes de forma escalonada.

O ajuste está em linha com a Política de Eficiência Energética da pasta. E foca nos produtos vistos como vilões na conta de luz. No ano passado, o consumo de energia elétrica das residências no país bateu 29% do consumo total. Aparelhos de ar condicionado, refrigeradores e congeladores equivaleram a 60% dessa fatia, segundo o MME.

— A penetração do ar-condicionado nos lares do país mudou muito nos últimos dez anos, tendo agora um peso muito grande no consumo. Investir em eficiência energética é a política menos custosa para enfrentar o desafio deste momento de escassez de água e quase racionamento de energia — destaca Luciano Losekann, professor da Faculdade de Economia da UFF.

Efeito de médio a longo prazo:

Na prática, no caso dos condicionadores de ar de janela ou split, as metas propostas vão tirar do mercado os aparelhos que atualmente se encaixam nas classes C e D, as duas últimas, em duas etapas consecutivas, segundo a classificação da Etiqueta Nacional de Conservação de Energia do Inmetro.

Com isso, o ar-condicionado do tipo janela terá, numa primeira etapa, que ter um coeficiente de eficiência energética maior ou igual a 2,48, atual corte para a classe C. Para os equipamentos do tipo split, o coeficiente será de 2,81. Após a publicação da nova norma, a fabricação e importação desses equipamentos será suspensa em seis meses; a venda por fabricantes e importadores, em 12 meses; e a venda no comércio, em 18 meses.

A segunda etapa aperta ainda mais a exigência de eficiência mínima. No caso dos condicionadores de ar de janela, sobe para maior ou igual a 2,65, equivalente a atual classe B da etiqueta do Inmetro; no caso dos splits, para 3,02. Os prazos para encerrar produção, venda por fabricantes e venda pelo comércio, contudo, são maiores do que na primeira etapa: 12, 18 e 24 meses, respectivamente.

— A Lei de Eficiência Energética se propunha a fechar um limite mínimo para a etiqueta do Inmetro. A classe E, para condicionadores de ar, já saiu de produção. Não significa que, agora, após nova revisão dos níveis exigidos, as categorias C e D deixarão de existir. Será preciso rediscutir a dispersão dos produtos em novas faixas A, B, C e D, adequando a classificação ao novo patamar. Ou, talvez, passar a trabalhar com uma linha de corte com base na eficiência exigida — destaca Leonardo Rocha, pesquisador tecnologista do Inmetro.

Mudança Escalonada:

A proposta do MME para os refrigeradores e congeladores é similar, propondo a retirada do mercado dos aparelhos que hoje se encaixam nas classes D e E da etiqueta do Inmetro.

— A consulta é para tornar os critérios de eficiência energética mais rígidos, endereçando essa questão para a indústria. Faz sentido tirar o que consome mais energia do mercado. Mas é feito de forma escalonada, porque exige também investimento nas fábricas. E, num momento de economia em crise, é difícil obrigar o investimento — observa Nivalde de Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico da UFRJ.

Luiz Pinguelli Rosa, professor de Planejamento Energético da Coppe/UFRJ, destaca que a ação é importante, mas tem efeito apenas em longo prazo:

— A solução para o setor de energia é reduzir o consumo. E também investir em eficiência energética, mas o efeito em programas como esse é de médio a longo prazo. Os aparelhos que consomem mais energia já estão instalados e funcionando.

Para Rocha, do Inmetro, ter os aparelhos em operação atualmente não invalida a proposta, que está em consulta até o dia 27:

— Todos esses aparelhos têm uma vida útil e, em alguns anos, serão substituídos. Mesmo considerando que, ao trocar seu refrigerador menos eficiente por outro mais eficiente, uma pessoa doe o antigo para alguém, quem recebe também fará o mesmo. É um processo em cadeia.

Esta notícia não é de autoria do Procel Info, sendo assim, os créditos e responsabilidades sobre o seu conteúdo são do veículo original, exceto no caso de notícias que tenham necessidade de transcrição ou tradução, visto que se trata de uma versão resumida pelo Procel Info. Para acessar a notícia em seu veículo original, clique aqui.
  
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