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23.09.16
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Osório de Brito, da Cogen: Eficiência energética e o setor elétrico
Fonte: Canal Energia - 22.09.2016
Brasil - A eficientização energética talvez seja uma das formas mais relevantes para o aumento da produtividade setorial. Essa titulação abrange não somente o uso de cogeração, uma das alternativas mais eficientes de emprego de um combustível, como o do gás, mas, também, projetos intra-empresas capazes, exclusivamente, de uma geração de economia no uso de insumos.

Importa evidenciar que o primeiro a se beneficiar é o consumidor desejoso de aumentar a sua própria produtividade: atender a mesma carga, térmica e/ou elétrica, com o emprego de menos insumos. Via de regra, são projetos visando a melhoria de procedimentos, a substituição de partes do maquinário pela utilização de equipamentos mais eficientes, como acontece, por exemplo, com a iluminação. Cabe enfatizar que, para quem implanta uma cogeração ou uma geração fotovoltaica, urgirá melhorar o seu consumo: seria incabível investir e, após a sua implantação, desperdiçar a(s) energia(s) por elas mesmo geradas.

Contudo, qualquer projeto dessa natureza influencia, inequivocamente, o próprio Setor Elétrico, aumentando a sua própria produtividade. Com efeito, seja gerando junto a carga, seja evitando o uso da energia ofertada pela distribuidora, não haverá transporte de energia pela malha de transmissão e nem a geração desse quantitativo, no parque centralizado. Esses dois fatos, sem considerar outros benefícios, permitirão o não despacho de termelétricas e/ou a recuperação de reservatórios.

Não obstante os benefícios, para o SIN (Sistema Interligado Nacional), provenientes da cogeração e da solar fotovoltaica, já tenham sido detectados, o mesmo não acontece com a eficientização energética intra-empresas: apenas o consumidor se beneficia e não o Setor Elétrico; de fato, não havendo um compromisso de manutenção da economia obtida, por parte do consumidor, somente ele obtém vantagem, mesmo que momentânea, pois, se por razões internas de quem a executa, a economia vai se desfazendo, paulatina ou abruptamente, desaparecem as auferidas pelo SIN.

Urge, pois, considerar a eficientização energética intra-empresas como se fosse um “gerador virtual”, isto é, produzindo, para o SIN, os mesmos efeitos de uma geração próxima da carga. Os países nos quais se evidenciam tanto a busca do “desperdício zero” quanto a da produtividade setorial exige-se um compromisso entre o eficientizador e a distribuidora seja dando-lhe um bônus igual ao custo evitado, seja imputando-lhe uma penalização pelo não cumprimento de sua economia. Dessa maneira, principalmente pelo ganho de um bônus, igualam-se as vantagens para o consumidor e para o SIN; concomitantemente, parte desse bônus é entregue à distribuidora como uma espécie de seguro para suportar as eventuais reduções da economia.

Dois outros pontos permanecem como barreiras a esse importante meio eficientizador, a saber:

- a utilização restritiva do PIMVP (Protocolo Internacional de Medição e Verificação de Performance), pela ANEEL para a verificação do uso correto dos recursos destinados a projetos de eficiência energética, Protocolo esse internacionalmente empregado para qualquer confirmação da economia pretendida;

- a geração de verdadeiras ESCOs capazes de executar esses projetos assumindo todos os riscos a fim de obter a economia projetada (hoje, a maioria das ESCOs existentes não tem capacidade financeira de assumir todos esses riscos, muitas vezes realizando esses trabalhos como consultoras, reduzindo-os).

O Protocolo se torna indispensável para comprovação, por exemplo, do uso correto da aplicação dos recursos oriundos de um financiamento como, também, permitindo o estabelecimento de controle sobre o seu uso. Ademais, importa redefinir as garantias bancárias pois, para muitos projetos, essas hoje exigidas inviabilizam a sua obtenção; cabe exemplificar como vários países do Hemisfério Norte encaram-nas: juntam-se, de um lado, uma análise técnica da real possibilidade da obtenção da economia projetada e, de outro, a existência de um fundo avalizador dado como garantia para o projeto, devidamente tratados por um competente contrato onde todos assumem os respectivos riscos, inclusive o analista inicial do projeto.

* Osório de Brito é engenheiro e diretor regional Rio de Janeiro da Cogen (Associação da Indústria de Cogeração de Energia)
  
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