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28.09.16
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A revolução no setor energético
Fonte: O Globo Online - 27.09.2016
Rio de Janeiro - A distribuição de energia passa por uma grande transformação, que envolve redes inteligentes e uso de fontes renováveis com maior economia e eficiência. Essa evolução no setor foi tema do fórum “Smart Grids e Geração Distribuída: Modernização dos Sistemas Elétricos para Maior Competitividade e Eficiência Energética”, realizado pelo jornal O Globo em parceria com a Editora Globo. O evento é o quarto da série “Vida Inteligente”, que discute a necessidade de um novo padrão de desenvolvimento tecnológico e econômico no país. A necessidade de implementação da geração distribuída, a qual o centro de energia fica próximo dos consumidores, foi unanimidade entre os palestrantes. Segundo eles, esse modelo aumenta a confiabilidade de todo o sistema e promove o uso mais eficiente dos recursos.

“No lugar de um megaempreendimento de geração de energia, com linhas de transmissão de até quatro mil quilômetros, a opção é construir várias e pequenas geradoras, próximas aos centros de consumo”, afirmou Leonardo Caio, diretor de Tecnologia e Regulação da COGEN (Associação da Indústria de Cogeração de Energia).

Com esse sistema, há menor risco de falhas e um consequente aumento da segurança. Além da redução de investimento em longas linhas de transmissão.

Segundo Caio, a microgeração de energia vem crescendo rapidamente no Brasil, utilizando principalmente fontes renováveis, com destaque para a biomassa e fotovoltaica. Ele também sinaliza que há espaço para maior participação do gás natural na matriz energética.

O uso dessas fontes renováveis já é exemplo em outros países. O gerente de Desenvolvimento de Projetos Especiais da Siemens no Brasil, Paulo Roberto Costa, apresentou o caso de Bangcoc, capital da Tailândia, como um projeto que pode ser replicado. Dezoito instalações formam um anel de geração de energia a base de gás natural, próximas de centros de consumo. As empresas geradoras vendem parte da energia para a distribuidora e negociam o excedente com consumidores industriais no entorno. A prática descentraliza a produção, promovendo uma rede mais confiável e utilizando a eletricidade de forma mais eficiente.

“Além disso, é possível alavancar a criação de novos polos de desenvolvimento metropolitanos, com inúmeras vantagens econômicas e sociais”, garantiu.

Automação e inteligência

O uso de redes elétricas inteligentes (ou Smart Grids) também foi destaque durante o fórum. Esse tipo de distribuição de energia aplica sistemas de Tecnologia da Informação reunindo dados importantes para o bom funcionamento da rede e intervindo caso haja algum problema. O que parece apenas um conceito tecnológico, no entanto, já vem sendo aplicado em Barueri, na Grande São Paulo, por meio de um projeto da AES Eletropaulo.

“Entre as vantagens estão a melhor qualidade no fornecimento de energia, o aumento na eficiência do uso de recursos, a redução de perdas e a autogestão do consumo pelos clientes”, destaca Maria Tereza Vellano, diretora de Planejamento e Engenharia da AES Eletropaulo. Parte importante do funcionamento adequado dessas novas redes, a instalação de medidores inteligentes de consumo energético ainda engatinha no Brasil.

“Os medidores inteligentes permitem gerenciar online o consumo de acordo com a oferta de energia, ajustando o uso de determinados eletrodomésticos em horários que a tarifa seja mais barata”, afirmou Sergio Jacobsen, diretor de Digital Grid da Siemens no Brasil. Segundo ele, a parte técnica está avançada, mas as questões econômicas e de regulamentação impedem sua aplicação imediata no Brasil.

Não há no país, afirmou ele, a compreensão do impacto sistêmico do Smart Grid, que levaria à redução de perdas, beneficiando consumidores com tarifas mais baixas.

“O Smart Grid permite balancear de maneira eficiente e segura o consumo e oferta de energia”, disse Jacobsen.

A implantação traria mais transparência e dados mais acurados. Hoje, 11% da energia injetada na rede é desperdiçada.

Maria Tereza salientou ainda que os problemas para o desenvolvimento do setor estão no custo dos equipamentos, quase todos importados, e maior clareza das regras.

São muitos os desafios quando se está diante de transformações em um setor tão fundamental. Sabemos que a geração distribuída e o Smart Grid, realidades que apontam boas soluções, são avanços inevitáveis. É preciso apenas imprimir velocidade à sua implementação e, com isso, melhorar a qualidade de vida em cada lar brasileiro.

Esta notícia não é de autoria do Procel Info, sendo assim, os créditos e responsabilidades sobre o seu conteúdo são do veículo original, exceto no caso de notícias que tenham necessidade de transcrição ou tradução, visto que se trata de uma versão resumida pelo Procel Info. Para acessar a notícia em seu veículo original, clique aqui.
  
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