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21.07.17
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Eficiência energética e fontes renováveis são opções para energia brasileira
Fonte: Exame - 19.07.2017
As preocupações com o meio ambiente e sustentabilidade crescem em todo mundo. Diante de um futuro incerto com a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, os problemas com aquecimento global, desmatamento e desperdícios só aumentam e tornam o momento ideal para lembrar a importância de ações como a maior eficiência no uso da energia e todos os seus benefícios. O uso desenfreado e descontrolado de energia causa diversas complicações ambientais. Levando apenas a poluição do ar em conta, 99% dos elementos nocivos são consequência da forma como e do quanto que consumimos de energia. Dióxidos de enxofre, óxidos de nitrogênio, partículas sólidas, monóxido de carbono, substâncias tóxicas, etc. são responsáveis pela morte de milhões de crianças e adultos por todo o planeta. E a forma mais rápida de iniciar uma transformação e limpeza é a eficiência energética.

Dois terços da energia elétrica é produzida a partir de hidroelétricas, uma matriz limpa, porém as mudanças climáticas afetam diretamente a sua produção e em épocas de seca, o país se vê obrigado a utilizar as termelétricas que geram uma energia mais cara e poluidora. Outro ponto problemático é que a demanda por energia deve dobrar até 2050, estas fontes não suportarão a busca pelos recursos e os transtornos causados aumentarão. Além disso, estima que o Brasil desperdiça todo ano o equivalente à produção de meia usina de Itaipu e em um dos países com a energia mais caras do mundo isso significa prejuízos incalculáveis. A única solução para esta complicação, de acordo com especialistas, é o Brasil apostar em energias mais limpas e em eficiência.

O aumento das opções de fontes renováveis de energia é muito importante, principalmente a energia solar, visto que no Brasil durante quase todos os dias do ano temos este recurso disponível. Porém é preciso levar em conta os custos ambientais envolvidos na implantação de sistemas de energia solar, pois instalar um sistema como este para unidades consumidoras ineficientes não é indicado, já que se utiliza muita energia e materiais para produzir os equipamentos e a cadeia produtiva é tão poluidora como de outras indústrias. Inserir um sistema de energia renovável em uma unidade ineficiente é como encher um balde furado com água da chuva, desperdiçando recursos naturais. Por isto, deve-se primeiro aumentar a eficiência da unidade consumidora, cortar desperdícios e mudar hábitos. Estima-se que em residências, uma simples mudança de comportamento reduz de 15% a 20% o gasto com energia. Em prédios comerciais varia, podendo ser reduzido 10%, 15% até 20%. Em indústria, é possível atingir uma redução de 10%.

Mesmo em meio à crise econômica, os investimentos no setor energético continuam, porém a falta de políticas públicas que estimulem a eficiência energética faz com que o dinheiro seja exclusivamente investido em expansão de redes e fontes de energias, esquecendo todo o desperdício que acontece no país. Além das perdas, o investimento errado pode causar problemas no futuro, já que a maioria destes recursos são destinados a hidrelétricas, um sistema vulnerável às mudanças climáticas e ambientais. A matriz energética brasileira depende da eficiência para avançar sendo mais limpa e eficiente, e a única forma de diminuir estas perdas é investindo em tecnologia.

De acordo com a Armstrong , empresa especializada em soluções para redução e economia de energia , o maior problema é que a eficiência energética não é prioridade nem do empreendedor nem do governo. “No Brasil, continuamos investindo apenas na expansão da oferta de energia. É incompreensível que não entendam que pode haver uma redução significativa do consumo de energia através de políticas robustas de eficiência (EE), reduzindo assim o aumento da oferta e os preços. A EE gera também mudanças na forma como produzimos bens e serviços e no próprio hábito de consumo da população”, explica.

Esta notícia não é de autoria do Procel Info, sendo assim, os créditos e responsabilidades sobre o seu conteúdo são do veículo original, exceto no caso de notícias que tenham necessidade de transcrição ou tradução, visto que se trata de uma versão resumida pelo Procel Info. Para acessar a notícia em seu veículo original, clique aqui.
  
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