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04.01.17
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Sustentabilidade com lucratividade em marcenarias
Fonte: e-Mobile - 04.01.2017
Paraná - Práticas sustentáveis e ecologicamente corretas realmente valem o investimento, oferecendo retornos em médio prazo, menores custos e maior rentabilidade. Segundo o diretor da Empresa Verde Consultoria, Gilbert Simionato, a sustentabilidade no Brasil passa por um momento de grande mudança.

“Ainda é vista em vários segmentos como um custo para a empresa e não um investimento, mas em outros esta visão já está sendo alterada como ocorre no segmento da Construção Civil. Construções sustentáveis aumentam a cada dia, por consequência, os projetos de design, móveis e interiores já incluem a questão do ecodesign e, dentro deste segmento, o setor marceneiro está diretamente envolvido”, comenta Simionato.

A principal barreira dos empreendedores em não adotar práticas sustentáveis é o maior custo em matérias-primas, insumos, máquinas e infraestrutura necessários. Contudo, o professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie especialista em Ciências Ambientais, Reinaldo Dias, argumenta que as empresas devem entender que há ganhos econômicos com esse envolvimento com a sustentabilidade e questões ambientais.

Apesar do investimento, essas práticas reduzem custos, melhoram a imagem e as vendas da empresa, fortalecem a marca tanto da empresa quanto dos produtos, valorizam a empresa na sociedade e no mercado, além de um retorno publicitário em mídia espontânea, ampliação de contratos com o setor público, que, cada vez mais, está exigindo um comportamento sustentável das empresas, e facilita o acesso de contratos com grandes empresas que agora estão envolvidas e com preocupação grande com a cadeia produtiva.

Ou seja, não é apenas um valor agregado para trabalhar com uma margem de lucro um pouco maior. As possibilidades são das mais variadas, porém, será cada vez mais uma exigência e as empresas que não tiverem este viés sustentável serão deixadas para trás. “Os materiais têm um custo maior se pensarmos somente do ponto de vista econômico. O que temos que pensar também é no custo do ponto de vista social e ambiental, e temos que pensar a médio e longo prazo, não podemos pensar somente em curto prazo do ponto de vista econômico”, analisa o professor.

A designer do Senai Arapongas Andressa Suemi Iyda explica que não faltam tecnologias e materiais para a aplicação de práticas sustentáveis, como chapas certificadas, madeiras provenientes de reflorestamento, tintas e colas a base de água, embalagens recicláveis, entre outros materiais. Além disso, existem softwares e métodos digitais que dão o devido suporte a esse modelo de negócios.

“Podemos desfrutar de softwares para plano de corte com eficiência com o intuito de diminuir resíduos, softwares para plano de furação para maximizar a eficiência do equipamento e diminuir retrabalhos e trabalhos desnecessário, aprimorando a eficiência energética de todo o setor produtivo. Essas atitudes favorecem o marceneiro nos quesitos sustentáveis e econômicos, visto que ele irá reduzir custos de operação em todos os processos” frisa.

Sustentabilidade na prática

Um exemplo de práticas sustentáveis na produção é aplicado pela Marcenaria MMoura. Além de utilizar apenas matérias-primas de origem controlada, também trabalha somente com tintas a base de água e colas que não agridem o meio ambiente. “Se tem a opção, por que não escolher, não é? Não adianta ter todo o cuidado em trabalhar com MDF com selo FSC se na produção vai trabalhar com uma cola ruim”, questiona a diretora comercial Andréia Pinho, e prossegue: “É uma questão de ter foco, pois já está tudo tão ruim, não tem porque não fazermos a nossa parte. Como o dono da marcenaria, Marcos Moura, sempre diz ‘Por que não ajudar?’, e pensando dessa forma nunca houve a opção de não trabalhar com esse material. É um dever nosso.”

Em relação às sobras e resíduos, foi criada outra empresa, a MMoura Brindes, que recicla as sobras de produção da marcenaria para a fabricação de brindes ecológicos. “Todas as sobras de MDF são trituradas e transformadas em caixas para esse material. Criamos essa empresa para acabar não jogando fora ou descartando as sobras de uma forma inútil, também gerando um retorno financeiro. Acaba sendo um esforço coletivo. É bom para nós, é bom para o cliente que está levando um material com valor justo e com intuito, e também é bom para o planeta, que é o mais importante.”, comenta a diretora comercial.

Segundo Pinho, a marcenaria também está com um projeto de substituição de todo seu maquinário para máquinas com geração de energia solar, as quais podem ter maior custo, porém as vantagens recompensam em pouco tempo. “O que é ótimo, pois tem uma economia, por mais que a máquina seja mais cara, o retorno vem em menos de um ano. Nós já fizemos um planejamento para daqui um ano e meio realizar a troca de todas as máquinas para termos um custo benefício maior, pois a energia solar também torna mais rápidas as máquinas para corte de MDF”, explica.

Esta notícia não é de autoria do Procel Info, sendo assim, os créditos e responsabilidades sobre o seu conteúdo são do veículo original, exceto no caso de notícias que tenham necessidade de transcrição ou tradução, visto que se trata de uma versão resumida pelo Procel Info. Para acessar a notícia em seu veículo original, clique aqui.
  
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