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26.12.16
|
Casino aposta em geração distribuída solar no Brasil
Fonte: Portal da Amis - 23.12.2016
São Paulo - Um dos maiores desafios do segmento de eficiência energética e geração distribuída é a obtenção de financiamentos e de uma carteira de clientes com baixo risco. Para a GreenYellow, o caminho é mais simples. Subsidiária integral do Grupo Casino, a companhia veio para o Brasil com um consumidor garantido: o Grupo Pão de Açúcar (GPA).

Com dois anos de atuação no Brasil, a empresa vinda da França já instalou projetos de eficiência em 300 lojas do grupo, e prevê terminar 2017 com 500 lojas na carteira, com uma economia média de 25% no consumo de energia. "Somente em 2015 e 2016 economizamos o equivalente ao consumo anual de 100 supermercados", disse, em entrevista exclusiva ao Valor, o presidente da GreenYellow Brasil, Pierre­Yves Mourgue.

Nesse segmento, a empresa faz uma avaliação do consumo de energia da loja e oferece o diagnóstico com a solução, que em geral envolve mudança na iluminação, no ar­condicionado e nas condições de resfriamento de alimentos. A GreenYellow faz contratos de oito anos com os clientes, período no qual monitora o consumo de energia da unidade e se responsabiliza por economias.

O segundo foco de atuação da empresa é em projetos de geração distribuída de energia solar fotovoltaica: os consumidores geram a própria energia, por meio de placas solares instaladas nos telhados das unidades ou em terrenos que fiquem dentro da mesma área de concessão da distribuidora local.

Em ambos os negócios, de eficiência energética ou geração distribuída, a GreenYellow fica responsável pelos investimentos em equipamentos, que são arcados com aportes de capital do Casino. A remuneração vem da economia que o cliente tem na fatura de energia. No caso da eficiência energética, cerca de metade dos 25% de consumo vão para remunerar o investimento. "A metade que sobra é dividida entre o cliente e a remuneração do meu serviço", explicou Mourgue. É daí que vem o faturamento da empresa.

A companhia vai inaugurar em janeiro sua primeira planta de geração distribuída, em uma loja da rede Assaí em Várzea Grande, no Mato Grosso (MT), com 303 kilowatts­pico (kWp), que vai produzir o equivalente a 11% do consumo da loja.

Para 2017, a ideia é tirar outros projetos semelhantes do papel, sempre em busca de uma economia cada vez maior. O segundo projeto, também com a rede Assaí, é a construção de uma unidade nova perto de Brasília, que terá mais de 900 MWp de capacidade instalada em placas solares, geração suficiente para abastecer 40% do consumo da loja.

O plano da GreenYellow é ir além e oferecer os mesmos serviços para outros clientes, aumentando sua atuação no país. A meta é ser uma das maiores empresas desse segmento do país. "Nosso cartão de visitas é o que fazemos no GPA", disse Mourgue.

"Vamos colocar o mesmo modelo para outros clientes, mas dentro do GPA temos um mapeamento e temos grande potencial, porque a empresa é um grande consumidor de energia no mercado brasileiro", disse o executivo. O consumo mensal total do grupo é de 132 gigawatts-­hora (GWh), ou cerca de 15 megawatts (MW) médios por mês.

Além do Brasil e da França, a GreenYellow está presente também na Colômbia, Panamá, Espanha e Tailândia. Segundo Mourgue, já são mais de 60 plantas e cerca de 100 MW de potência instalada em projetos de geração distribuída da companhia pelo mundo, quase o dobro do total instalado no Brasil. Até novembro, o país, que está ainda muito no início do uso da tecnologia, tinha cerca de 61 MW em projetos de geração distribuída.

Um dos fatores que possibilita esse crescimento da GreenYellow no mundo e a disposição para avançar no Brasil é seu modelo de negócios. Desde a chegada da empresa no Brasil, no fim de 2013, a empresa já recebeu aportes que somam R$ 155 milhões do grupo francês. Desde 2015, quando a GreenYellow começou a ganhar força no país, a empresa já investiu de R$ 70 milhões a R$ 80 milhões anuais em eficiência energética. A expectativa da empresa é fechar 2016 com um faturamento bruto de R$ 49 milhões, mas o montante deve crescer enquanto a empresa ganha expertize e consegue projetos maiores e mais rentáveis.

"Sempre digo que para economizar você precisa investir. Para poder investir, precisa ter fluxo de caixa. O cenário econômico hoje no Brasil está um pouco complicado, mas a GreenYellow faz todo o investimento, que vai ser pago pelas economias ao longo do tempo", disse Mourgue.

O modelo de investimentos próprios nos projetos funciona enquanto a empresa trabalha para clientes do Grupo Pão de Açúcar, que tem o risco consideravelmente mitigado justamente por esse motivo. Para contratos fora do grupo, atualmente ainda em negociação, o cenário fica um pouco diferente. A ideia da empresa é obter outros investidores para possibilitar o crescimento dos projetos.

Também para mitigar os riscos, a empresa trabalha com cláusulas contratuais que garantem no mínimo a remuneração dos investimentos feitos no caso de fechamento de lojas.

"Hoje, seu sei que a economia média de 25% que faço no Brasil consigo também em todos os outros mercados onde atuamos. Quando vamos oferecer o serviço para outros clientes, temos confiança na nossa capacidade de fazer a economia", disse Mourgue.

Esta notícia não é de autoria do Procel Info, sendo assim, os créditos e responsabilidades sobre o seu conteúdo são do veículo original, exceto no caso de notícias que tenham necessidade de transcrição ou tradução, visto que se trata de uma versão resumida pelo Procel Info. Para acessar a notícia em seu veículo original, clique aqui.
  
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