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04.01.17
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Conheça os 5 riscos de manter motores elétricos antigos
Fonte: Blog Paraíso das Bombas - 03.01.2017
Minas Gerais - O motor elétrico é usado por toda a indústria brasileira, seja de pequeno, médio ou grande porte. De acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME), o setor é responsável por 43,7% do consumo de energia elétrica do país e a força motriz em operação usa 68% dessa energia. Assim, cerca de 30% de toda a energia elétrica do Brasil é consumida apenas por motores elétricos. Diante desse cenário, para que a indústria gaste menos energia e produza mais, se você é um micro ou pequeno empresário ou produtor rural deve providenciar a troca dos motores elétricos antigos por equipamentos mais modernos e eficientes.

Pesquisas de mercado realizadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mostram que a prática de recondicionamento de motores antigos tem se tornado cada vez mais comum no setor industrial brasileiro, e para mudar essa realidade, a agência reguladora e as companhias de energia elétrica vem realizando programas de incentivo para a troca de motores elétricos — principalmente os de potência entre 1 e 250 CV. Para entender a importância de trocar os equipamentos da sua empresa, fique atento aos riscos de trabalhar com motores elétricos antigos.

1- Risco de explosão e incêndio

O tempo de vida operacional do enrolamento de um motor elétrico depende de vários fatores, dentre eles a especificação correta — tensão, frequência, potência, fixação, dimensionamento, número de pólos e grau de proteção. E para quem mantém motores antigos em funcionamento, são vários os riscos, inclusive de desencadear desgastes elétricos e gerar queimas. São vários os tipos de queimas de enrolamento, que podem ser ocasionados devido ao tempo de vida do motor e gerar explosões ou até mesmo incêndio em sua indústria:

Falta de fase

A falta de fase pode acontecer devido a queima de um fusível, ao rompimento de um cabo alimentador, a queima de uma fase do transformador de alimentação, ao mau contato nos terminais de uma fase do transformador, ao mau contato em conexões, em chave, contator ou disjuntor.

Sobreaquecimento

Já o sobreaquecimento pode ocorrer devido ao excesso de carga na ponta do eixo permanente ou eventual, ou ainda por causa da sobretensão ou subtensão na rede de alimentação. Outros motivos que podem gerar o sobreaquecimento são os cabos de alimentação muito longos ou muito finos, o excessivo número de partidas em tempo curto, a conexão incorreta dos cabos de ligação do motor e ainda a ventilação deficiente — tampa defletora danificada ou obstruída, sujeira sobre a carcaça, temperatura ambiente elevada, entre outros.

Rotor travado

O travamento do rotor pode acontecer devido ao bloqueio do eixo da carga, a excessiva dificuldade na partida do motor, a elevada queda de tensão, a inércia ou ao torque de carga muito elevado.

Pico de tensão

As possíveis causas do pico de tensão, também gerado pelo desgaste elétrico do motor, são a oscilação violenta na tensão devido a descargas atmosféricas, o surto de manobras de banco de capacitores, ou ainda o motor acionado por inversor de frequência com alguns parâmetros incorretos, como a amplitude do pulso de tensão, rise time, dV/dt, distância entre pulsos e frequência de chaveamento.

2- Risco de circuito elétrico

O curto-circuito é um fenômeno que se deve ao momento em que a corrente elétrica mais forte passa por um circuito que sofre uma queda e cria uma descarga elétrica, que pode danificar o mesmo circuito. Normalmente ocorre devido a falta ou a queda de tensão gerando uma sobrecarga elétrica no motor, criando um contato entre as fases do circuito. Quanto mais antigo for o motor elétrico, maiores as chances dele perder a isolação elétrica ao longo do tempo, o que vai ocasionar o superaquecimento dos fios e permitir o encontro do cobre, ou seja, o curto circuito.

Curto na saída ou interior da ranhura

As possíveis causas do curto-circuito na saída da ranhura são a falha do esmalte de isolação do fio, do verniz de impregnação ou do material isolante, que impede que a corrente elétrica flua desordenadamente pelos enrolamentos. Já o curto-circuito no interior da ranhura pode acontecer devido a contaminação interna do motor, as rápidas oscilações na tensão de alimentação e a degradação do material isolante por ressecamento devido o motor operar com alta temperatura.

Curto entre fases

Já o curto-circuito entre fases pode acontecer por uma contaminação interna do motor, pela degradação do material isolante por ressecamento, ocasionada por excesso de temperatura ou mesmo pela falha do material isolante. Tudo isso provocado pelo grande tempo de uso do motor que desencadeia os desgastes.

Curto entre as espiras

O curto-circuito entre as espiras ocorre devido a contaminação interna do motor, a falha do esmalte de isolação do fio, a falha do verniz de impregnação ou até mesmo as rápidas oscilações na tensão de alimentação.

3- Risco de contato

Outro risco de manter motores elétricos antigos em funcionamento é para os operários da indústria que operam os equipamentos. Motores sem a devida proteção, arranjo físico inadequado, ambientes de calor excessivo, com probabilidade de incêndio, explosão e choques devido a curtos-circuitos são alguns dos riscos de contato entre o funcionário da indústria e os motores com vida útil vencida.

4- Maior custo a longo prazo

São bem altos os custos da energia elétrica no Brasil. Tendo em vista essa realidade, as empresas têm de se esforçar para poupar eletricidade e reduzir gastos. Diminuir o consumo de energia e consequentemente pagar menos por isso sempre foi uma grande preocupação dos países desenvolvidos e um grande desafio para os subdesenvolvidos. Os empresários precisam agir e priorizar a substituição de motores elétricos antigos por novos. Se toda a indústria passa a consumir menos energia, o setor gastará menos e as companhias energéticas não precisarão acionar as termelétricas para suprir a alta demanda.

A Lei 10.295/2001 complementada pela Portaria 553/2005 determina a obrigatoriedade de níveis mínimos de rendimento para motores elétricos trifásicos de 1 a 250 CV — a grande maioria do parque industrial brasileiro — fabricados a partir de dezembro de 2009 ou comercializados a partir de junho de 2010. A legislação serve apenas para novas aquisições e não vale para o parque industrial já instalado. Ainda assim, a indústria deve se conscientizar de que a prática de reparar continuamente motores antigos e queimados, e usá-los sem pensar na substituição por novos, só faz aumentar os gastos com o consumo de energia.

5- Menor eficiência energética

A eficiência energética está diretamente ligada à economia de energia e pode ser atingida por meio da troca de motores elétricos antigos e recondicionados por novos. De acordo com a Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a idade média das máquinas do nosso parque industrial é de 20 anos. Praticamente o quádruplo de países desenvolvidos como a Alemanha que tem média de 5 anos. O brasileiro tem a cultura de ajustar e tentar recuperar os equipamentos, e isso só diminui a eficiência energética dos processos.

Os desgastes mecânico e elétrico fazem os motores perderem fator de serviço — potência que o motor entrega. Em média o fator de serviço de um motor novo é 25% maior do que o antigo. Lembrando que quanto mais manutenções forem feitas, menor será o rendimento do motor, que perde 5% de potência cada vez que é rebobinado, em caso de queima, por exemplo. Além disso, um motor novo é menor, mais leve e tem uma mecânica mais eficiente que um antigo. Substituir os motores elétricos antigos é garantia de maior eficiência e incremento da lucratividade.

Os programas de incentivo a troca de motores elétricos antigos são feitos por meio de um sistema de bônus, com o objetivo de reduzir os gastos com energia. A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) oferece o Programa Cemig Troca Seu Motor, com bônus de até 40% na compra de um motor elétrico novo, mais eficiente e econômico. Para aderir ao incentivo, empresários devem substituir os motores sob orientação da Cemig, comprando o novo, instalando e descartando o antigo. Depois de comprovada essas etapas, será feito o ressarcimento e obrigatoriamente, todos os motores substituídos deverão ser encaminhados para descarte.

Vale lembrar que esses equipamentos têm uma média de vida útil superior a 15 anos, mas se os motores elétricos antigos não forem substituídos podem comprometer a produtividade e competitividade das indústrias.

Agora que você já sabe os riscos de manter motores elétricos antigos em funcionamento, compartilhe a informação nas redes sociais para atualizar outros empresários sobre a importância da aquisição de novos equipamentos.

Esta notícia não é de autoria do Procel Info, sendo assim, os créditos e responsabilidades sobre o seu conteúdo são do veículo original, exceto no caso de notícias que tenham necessidade de transcrição ou tradução, visto que se trata de uma versão resumida pelo Procel Info. Para acessar a notícia em seu veículo original, clique aqui.
  
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