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18.11.16
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Investimento em energia solar pode garantir conta de energia “gratuita” por 20 anos
Fonte: R7 - 15.11.2016
Brasil - O empresário Ademar Menezes Júnior decidiu instalar um sistema de captação de energia solar em casa e na farmácia da qual é dono em Ribeirão Preto (SP). O objetivo de Ademar era um só: reduzir das duas contas de energia elétrica, que, juntas, alcançavam R$ 2.800. Deu certo.

Para instalar o sistema, Menezes investiu R$ 200 mil e, quatro meses depois, garante que já sentiu um alívio no bolso. Isso porque cada uma das duas contas de energia agora fica pouco mais de R$ 50 — quantia destinada ao pagamento da transmissão de energia.

Para arcar com o valor cobrado pelos dois projetos, o empresário precisou contratar um financiamento para pagar 80% do valor total do sistema para captar a energia do sol.

Menezes diz que fez as contas antes de assinar o contrato com a empresa responsável pelo projeto e percebeu que seria melhor se apertar, desembolsar mensalmente R$ 3.000 para quitar a dívida com o banco, e depois conquistar em alguns anos a “autossuficiência energética”.

Ao invés de pagar para a CPFL [distribuidora de energia elétrica], eu pago um pouco mais para o Banco do Brasil e, em cinco anos, vou quitar a minha dívida. Depois, eu terei cerca de 20 ou 25 anos de energia gratuita e não terei que pagar nem mais para o banco, nem para a CPFL”.

O sócio-diretor da BlueSol Energia Solar Nelson Colaferro afirma que uma família vai pagar entre R$ 30 mil e R$ 40 mil para instalar um sistema de captação de energia solar dentro de casa. Segundo ele, o retorno do investimento vem dentro de cinco anos.

“Normalmente, o que o consumidor pede é um sistema que abasteça 100% do consumo. Existe apenas uma taxa de disponibilidade da distribuidora com um valor que deve ser pago todos os meses”.

A economia de Menezes foi possível devido à Resolução Normativa 482, da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), em vigor desde abril de 2012, que abriu as portas para o consumidor brasileiro gerar sua própria energia a partir de fontes renováveis. O assessor da Superintendência de Regulação dos Serviços de Distribuição da Aneel, Hugo Lamin, afirma que a medida, revisada no início deste ano, pode chegar até mesmo ao bolso da família comum ao evitar que as usinas térmicas sejam ligadas.

“Um dos benefícios da geração distribuída é evitar a construção de grandes usinas, focar nas fontes alternativas e obter os benefícios que as fontes renováveis têm”.

Desde 2015, a Aneel instituiu um sistema de bandeiras tarifárias para os consumidores de energia elétrica no País. Elas podem ser verde, amarela ou vermelha e resultar em um acréscimo de R$ 0,045 por cada quilowatt-hora consumido. A mudança da cor leva em conta o custo da geração de eletricidade. Em novembro, a cobrança passou para a bandeira amarela devido à necessidade de acionar as usinas termelétricas.

Crédito

Os brasileiros que geram a própria energia têm a capacidade de fornecer créditos para a rede elétrica caso produzam mais do que necessitam. Nesses casos, é possível permanecer com acesso à energia elétrica em momentos nos quais a geração for interrompida pela falta da luz do sol.

Lamin explica que o “sistema de compensação de energia elétrica” funciona como se a rede da distribuidora fosse uma bateria, para que o consumidor possa gerar a própria energia e receber de volta pela produção excedente por um período de até cinco anos.

“Do ponto de vista do consumidor, esse modelo de troca é muito vantajoso. Apesar de ele não vender a energia, ele consegue reduzir muito a tarifa de energia dele”.

Apesar da redução significativa, a possibilidade de não pagar conta de luz é descartada por Lamin. Ele explica que todo o consumidor responsável pela geração da própria energia deve arcar com um pagamento mensal do "custo de disponibilidad" equivalente à capacidade de cada sistema.

“O consumidor não consegue zerar [o valor da conta de energia] porque, mesmo que ele gere mais, vai ter que sempre pagar aquele valor mínimo, que corresponde ao custo de disponibilidade”.

Para que se evite prejuízos, Colaferro explica a importância de que o sistema instalado esteja dentro do padrão de consumo da família.

“Se você colocar um sistema superdimensionado, no final dos cinco primeiros anos você via ter um acumulo de quilowatt/hora e vai perder esse crédito. Se você não usar essa energia acumulada na sua distribuidora, ao final do quinto ano você perde essa energia. Então, o ideal é que o sistema esteja sempre direcionado para o limite do seu consumo”.

Esta notícia não é de autoria do Procel Info, sendo assim, os créditos e responsabilidades sobre o seu conteúdo são do veículo original, exceto no caso de notícias que tenham necessidade de transcrição ou tradução, visto que se trata de uma versão resumida pelo Procel Info. Para acessar a notícia em seu veículo original, clique aqui.
  
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